Fast Tube by Casper

Muitos países latino-americanos, como o Brasil, sofrem de dois tipos de hegemonia audiovisual, complementares entre si. Além da forte presença hollywoodiana, monopolizando os parques exibidores locais, temos ainda o modelo centralizador das redes de televisão abertas, concessões públicas com alcance em todo os territórios nacionais constituídas à sombra e poder de Estados autoritários.


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Mesmo com o processo de democratização, esse quadro não se alterou muito, e as TVs continuam concentrando audiência e verbas publicitárias, públicas e privadas. Um fenômeno recente tem unido essas duas forças na produção de conteúdos locais. No Brasil, todos os filmes com mais de 1 milhão de expectadores, de 2003 pra cá, são resultantes de co-produções entre Globo Filmes e majors. Esse fenômeno interfere nos modelos de negócio dos cinemas nacionais e, mais do que isso, tem influenciado de maneira marcante a linguagem dos produtos ocupam a grande tela. Por outro lado, permite a ocupação das telas, até então restritas aos enlatados norte-americanos. A entrevista com Assunção Hernandes levanta essa questão e promove uma importante discussão sobre o achatamento ainda maior da produção independente em território ibero-americano. Em sua opinião, isto é uma saída ou uma armadilha?



  1. It‘s quite in here! Why not leave a response?